Paisagem e gênero: estratégias identitárias e subjetivação de corpos


 

“Ainda vivemos o tempo glorioso da segregação por gênero. Por que, ao contrário das segregações motivadas por raça, as por gênero parecem não incomodar na dimensão necessária para que haja transformações mais substanciais nas estruturas hierárquicas de gênero? Talvez porque ainda estejamos na fase inicial da desnaturalização das identidades de gênero e, certamente, um dos efeitos dessa luta/desconstrução será percebida na organização e distribuição espacial. Possivelmente, em tempos vindouros, soará como uma esquisitice a lembrança de que éramos construídos como seres genitalizados e histórias de mulheres trans sendo expulsas de  banheiros femininos serão escutadas com uma exclamação: ‘Como isso foi possível!?’ Na minha cidade utópica, os espaços serão livres de constrangimentos. Os corpos poderão usufruir plenamente da promessa fracassada da modernidade: a cidade como lugar do exercício da liberdade” (Berenice Bento – Prefácio)


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